Pensa:Mentos, the freshmaker

O pessoal anda todo maradão. Uns não têm emprego. Outros andam nas escolas a fazer turismo, pensando que isto do desemprego de muitos dos seus pais é uma epidemia que passa com uma vacina.
A malta que vai para os lares porque já ultrapassaram a data de validade são esquecidos e maltratados.
A malta que tem saúde dedica-se a estragá-la com todo o tipo de maluqueiras.
A malta que não tem saúde anda de farmácia em hospital, queixando-se ou pedindo apoios.
Os putos já mandam nos pais porque os pais ficaram traumatizados com a educação que receberam.
Depois há uns malucos, que já não andam na escola mas que se dedicam exclusivamente a gastar o dinheiro dos pais ou a fazer porcaria para ganhar dinheiro.

Por fim, acredito que apareça uma vacina que cure isto tudo, e um dia o HOMEM seja um ser evoluído, como se diz.

sábado, 10 de janeiro de 2009

Rotinas

Bem ou mal, somos uma rotina.
Comer, dormir, andar, querer, esperar é tudo uma rotina.
Mas há quem goste de rotinas.
Há quem use as rotinas para conquistar outras pessoas e há quem crie rotinas principais só para criar rotinas secundárias.
Deixar de fumar é difícil quando é uma rotina.
Deixar de beber é difícil quando é uma rotina.
Começar a estudar é difícil quando não é uma rotina.

Basicamente, somos os seres mais evoluídos do planeta, mas aprendemos tudo por rotinas, como todos os outros animais. Vivemos toda a vida ligados às rotinas que os nossos pais nos ensinaram, que os nossos professores nos ensinaram, que os nossos colegas nos ensinaram e que alguém mais ou apenas a vida nos ensinou ou simplesmente obrigou a adoptar.

Trabalhamos em rotina, para ganharmos dinheiro em rotina, para gastarmos em rotina, para procriarmos em rotina, para criarmos filhos em rotina, para os obrigar a ter uma rotina, para eles estudarem em rotina e finalmente trabalharem em rotina e assim fecho este ciclo que nesta frase criei através da utilização de uma rotina verbal que ao longo de várias linhas habitou quem está a ler a seguir um raciocínio rotineiro do que é a vida.

Vida deve assim derivar do latim ou do grego da mesma palavra que deu origem a rotina.
Mas porra pah, a rotina é uma coisa tão chata....

domingo, 21 de dezembro de 2008

Números

O ser humano usa vários tipos de linguagem e de códigos. Os números são uma forma simples de cada pessoa se expressar e perceber a expressão dos outros. São uma forma tão simples que às vezes até se perde a humanidade de tão reduzida que se torna a linguagem através dos números.

A matemática analítica irrita-me profundamente, são só números e simbolos que querem dizer coisas como "contido em" ou "pertence a". No entanto, esta é uma das áreas que só lá está quem quer, uma vez que ninguém é obrigado a faze-lo. Depois há o dia-a-dia, onde mais uma vez tudo se "simplifica" com os números. Os descontos vêm em forma de número, os preços, as datas, as horas, os pesos, as alturas, a identificação telefónica, as casas, tudo e mais umas botas tem números. Depois há quem tente atribuir números às pessoas como maneira de as identificar (como se o próprio nome não fosse já uma normalização suficientemente desumana) e há mesmo quem seja o 403, o 62865 ou o 156830). Fantástico.. Há ainda quem goste de quantificar as pessoas. Embora este seja um desporto com muitos adeptos em todo o mundo, a quantificação de qualidades humanas é desumano. Cria disputas e ódios, desigualdade e tristeza. Quem tem uma boa quantificação considera-se o maior, quem tem uma boa quantificação nem sempre se sente o pior verme à face da terra, mas há situações em que isso acontece. Depois há as avaliações escolares e/ou académicas que matam os neurónios de quem anda neste mundo sem querer que elas incomodem. Concentremos-nos um instante sobre estas últimas:

Se por um lado é bom que existam, para que tudo não atinja o caos ,acabando mesmo por servir como modelos pedagógicos em certas situações, por outro lado, em situações de crise podem-se tornar um autentico pau de dois bicos.

quarta-feira, 19 de novembro de 2008

Sorte

Sem dúvida que gosto de abusar da sorte. Mas quem não gosta?
Quando tenho um pouco quero ter ainda mais um pouco. E quando há mais um pouco pode haver mais um pouco ainda e ainda mais uma quantidade de tão poucos que tão poucos são que nunca parecem muito..

No entanto, vezes há em que querendo poucos e poucos, se perde muito ou se fica com nada. Para essas horas há a solidão, que real ou aparente, quando acompanhada por uma boa música sabe a saudade.

Mas pronto, sorte é incerteza, é desumano, inumano, de controlo intangível.

sábado, 8 de novembro de 2008

Outono/Inverno

Parece que foi ontem a chegada da Primavera e todo o meu contentamento...
Pois agora estão a chegar os tempos tristes do Outono e do Inverno. Digo tristes não porque falte o cheiro das castanhas ou o cheiro da chuva, mas tristes porque há menos horas de exposição solar. Porque há mais nuvens no céu que não deixam chegar a luz...
E tudo isto acontece agora que começa um novo período de trabalho. Agora sim, deveria vir o calor e o Sol.

Mas não, deixam-se os chinelos e os decotes nos armaários e saem à rua as botas e os cachecõis. Saem os guarda-chuvas e os olhares tristes. As correrias moderadas para não esorregar na calçada desgastada e o olhar constantemente para o céu para ver quando vem a próxima descarga de água.

Há sítios, onde faz muito frio e vê-se a neve no cimo da serra. Onde o expirar parece uma baforada de um cigarro e o primeiro inspirar na rua parece um ataque à nossa integridade física. Há sítios onde o Outono cheira mesmo a àrvores e a lareiras, cheira ao sol das 11h da manhã que derrete as geadas e que dá um aroma que nenhuma especiaria indiana conseguirá algum dia atingir. Há sítios que trazem saudades no Outono/Inverno. Enfim..

Contudo, o Outono/Inverno também é lindo como todos os outros, é solamente um pouquito mais dificil, mas ninguém disse que isto era fácil. Ou, como se diz na língua inglesa, nobody said it was easy, como diz a canção:

quinta-feira, 6 de novembro de 2008

Life again..

que cena triste a vida..
triste porque ora despoleta como um raio de luz
ora se amufanha como um telhado que sucumbe à força que a neve nele exerce.

música..
a vida é música e a música é vida.
nestas voltas todas ainda acho que a música supera tudo e todos
dizem que ela, a música, é a expressão dos homens.

há músicas que se repetem em refrões, há músicas sem grandes versos, há milhões de tipos de músicas e há músicas como vidas...

há, ou houve, um homem que me fascina
ele cantava algo como:

"And now, the end is near;
And so I face the final curtain.
My friend, Ill say it clear,
Ill state my case, of which Im certain."

e na realidade, há momentos da vida que se parecem com estes versos
quando tudo parece realmente mau, mal feito e tudo definha na nossa cabeça
no entanto, a maneira como esta música acaba é algo espantoso (tal como a vida depois acaba por ser)


"For what is a man, what has he got?
If not himself, then he has naught.
To say the things he truly feels;
And not the words of one who kneels.
The record shows I took the blows -
And did it my way!"

para que serve um homem?
para que servem as tristezas e as alegrias quando chega um fim ou uma altura menos boa?
no fundo não somos nada e andamos a lutar por algo e no fim acabamos com nada;
ou seja, trazemos nada e levamos nada: o saldo é sempre positivo.

I will do it my way...sure i will