Silence
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Sound of Silence
Peace
Ausência de Ruído
artigo:
(citação)
"Hello darkness, my old friend,
Ive come to talk with you again,
Because a vision softly creeping,
Left its seeds while I was sleeping,
And the vision that was planted in my brain
Still remains
Within the sound of silence.
In restless dreams I walked alone
Narrow streets of cobblestone,
neath the halo of a street lamp,
I turned my collar to the cold and damp
When my eyes were stabbed by the flash of
A neon light
That split the night
And touched the sound of silence.
And in the naked light I saw
Ten thousand people, maybe more.
People talking without speaking,
People hearing without listening,
People writing songs that voices never share
And no one deared
Disturb the sound of silence.
Fools said i,you do not know
Silence like a cancer grows.
Hear my words that I might teach you,
Take my arms that I might reach you.
But my words like silent raindrops fell,
And echoed
In the wells of silence
And the people bowed and prayed
To the neon God they made.
And the sign flashed out its warning,
In the words that it was forming.
And the signs said, the words of the prophets
Are written on the subway walls
And tenement halls.
And whisperd in the sounds of silence."
vi um filme em que um senhor gravava o silêncio.
fiquei a pensar se não seria mais fácil ele reproduzir uma fita vazia para reproduzir o silêncio.
porque razão gravava ele o silêncio?
talvez porque fosse excêntrico ou simplesmente parvo.
o silêncio é sem dúvida um cancro ou um som.
uma arritmia ou uma canção.
depende de nós
depende dos nossos ecos interiores
que reproduzem esse som do silêncio.
o silêncio pode ser paz
ou simplesmente tensão.
pode ser amor
ou simplesmente indiferença
ou simplesmente nada.
outra coisa:
que som se ouve nos sítios onde nós não estamos
e onde mais ninguém está?
haverá silêncio na lua?
haverá o som das rãs nas noites de verão que eu não passo em minha casa?
haverá silêncio na rua quando não vou a passar?
havia um físico que dizia que as coisas só existem quando temos a percepção da sua existência.
o gato que acabou de nascer neste momento numa qualquer parte do mundo
para mim não existe.
embora ele tenha realmente nascido
eu não sei que ele nasceu.
não o percepciono... ele é silêncio para mim.
conclusão:
por hoje não haverá conclusão
domingo, 22 de fevereiro de 2009
sábado, 10 de janeiro de 2009
Rotinas
Bem ou mal, somos uma rotina.
Comer, dormir, andar, querer, esperar é tudo uma rotina.
Mas há quem goste de rotinas.
Há quem use as rotinas para conquistar outras pessoas e há quem crie rotinas principais só para criar rotinas secundárias.
Deixar de fumar é difícil quando é uma rotina.
Deixar de beber é difícil quando é uma rotina.
Começar a estudar é difícil quando não é uma rotina.
Basicamente, somos os seres mais evoluídos do planeta, mas aprendemos tudo por rotinas, como todos os outros animais. Vivemos toda a vida ligados às rotinas que os nossos pais nos ensinaram, que os nossos professores nos ensinaram, que os nossos colegas nos ensinaram e que alguém mais ou apenas a vida nos ensinou ou simplesmente obrigou a adoptar.
Trabalhamos em rotina, para ganharmos dinheiro em rotina, para gastarmos em rotina, para procriarmos em rotina, para criarmos filhos em rotina, para os obrigar a ter uma rotina, para eles estudarem em rotina e finalmente trabalharem em rotina e assim fecho este ciclo que nesta frase criei através da utilização de uma rotina verbal que ao longo de várias linhas habitou quem está a ler a seguir um raciocínio rotineiro do que é a vida.
Vida deve assim derivar do latim ou do grego da mesma palavra que deu origem a rotina.
Mas porra pah, a rotina é uma coisa tão chata....
Comer, dormir, andar, querer, esperar é tudo uma rotina.
Mas há quem goste de rotinas.
Há quem use as rotinas para conquistar outras pessoas e há quem crie rotinas principais só para criar rotinas secundárias.
Deixar de fumar é difícil quando é uma rotina.
Deixar de beber é difícil quando é uma rotina.
Começar a estudar é difícil quando não é uma rotina.
Basicamente, somos os seres mais evoluídos do planeta, mas aprendemos tudo por rotinas, como todos os outros animais. Vivemos toda a vida ligados às rotinas que os nossos pais nos ensinaram, que os nossos professores nos ensinaram, que os nossos colegas nos ensinaram e que alguém mais ou apenas a vida nos ensinou ou simplesmente obrigou a adoptar.
Trabalhamos em rotina, para ganharmos dinheiro em rotina, para gastarmos em rotina, para procriarmos em rotina, para criarmos filhos em rotina, para os obrigar a ter uma rotina, para eles estudarem em rotina e finalmente trabalharem em rotina e assim fecho este ciclo que nesta frase criei através da utilização de uma rotina verbal que ao longo de várias linhas habitou quem está a ler a seguir um raciocínio rotineiro do que é a vida.
Vida deve assim derivar do latim ou do grego da mesma palavra que deu origem a rotina.
Mas porra pah, a rotina é uma coisa tão chata....
domingo, 21 de dezembro de 2008
Números
O ser humano usa vários tipos de linguagem e de códigos. Os números são uma forma simples de cada pessoa se expressar e perceber a expressão dos outros. São uma forma tão simples que às vezes até se perde a humanidade de tão reduzida que se torna a linguagem através dos números.
A matemática analítica irrita-me profundamente, são só números e simbolos que querem dizer coisas como "contido em" ou "pertence a". No entanto, esta é uma das áreas que só lá está quem quer, uma vez que ninguém é obrigado a faze-lo. Depois há o dia-a-dia, onde mais uma vez tudo se "simplifica" com os números. Os descontos vêm em forma de número, os preços, as datas, as horas, os pesos, as alturas, a identificação telefónica, as casas, tudo e mais umas botas tem números. Depois há quem tente atribuir números às pessoas como maneira de as identificar (como se o próprio nome não fosse já uma normalização suficientemente desumana) e há mesmo quem seja o 403, o 62865 ou o 156830). Fantástico.. Há ainda quem goste de quantificar as pessoas. Embora este seja um desporto com muitos adeptos em todo o mundo, a quantificação de qualidades humanas é desumano. Cria disputas e ódios, desigualdade e tristeza. Quem tem uma boa quantificação considera-se o maior, quem tem uma boa quantificação nem sempre se sente o pior verme à face da terra, mas há situações em que isso acontece. Depois há as avaliações escolares e/ou académicas que matam os neurónios de quem anda neste mundo sem querer que elas incomodem. Concentremos-nos um instante sobre estas últimas:
Se por um lado é bom que existam, para que tudo não atinja o caos ,acabando mesmo por servir como modelos pedagógicos em certas situações, por outro lado, em situações de crise podem-se tornar um autentico pau de dois bicos.
A matemática analítica irrita-me profundamente, são só números e simbolos que querem dizer coisas como "contido em" ou "pertence a". No entanto, esta é uma das áreas que só lá está quem quer, uma vez que ninguém é obrigado a faze-lo. Depois há o dia-a-dia, onde mais uma vez tudo se "simplifica" com os números. Os descontos vêm em forma de número, os preços, as datas, as horas, os pesos, as alturas, a identificação telefónica, as casas, tudo e mais umas botas tem números. Depois há quem tente atribuir números às pessoas como maneira de as identificar (como se o próprio nome não fosse já uma normalização suficientemente desumana) e há mesmo quem seja o 403, o 62865 ou o 156830). Fantástico.. Há ainda quem goste de quantificar as pessoas. Embora este seja um desporto com muitos adeptos em todo o mundo, a quantificação de qualidades humanas é desumano. Cria disputas e ódios, desigualdade e tristeza. Quem tem uma boa quantificação considera-se o maior, quem tem uma boa quantificação nem sempre se sente o pior verme à face da terra, mas há situações em que isso acontece. Depois há as avaliações escolares e/ou académicas que matam os neurónios de quem anda neste mundo sem querer que elas incomodem. Concentremos-nos um instante sobre estas últimas:
Se por um lado é bom que existam, para que tudo não atinja o caos ,acabando mesmo por servir como modelos pedagógicos em certas situações, por outro lado, em situações de crise podem-se tornar um autentico pau de dois bicos.
quarta-feira, 19 de novembro de 2008
Sorte
Sem dúvida que gosto de abusar da sorte. Mas quem não gosta?
Quando tenho um pouco quero ter ainda mais um pouco. E quando há mais um pouco pode haver mais um pouco ainda e ainda mais uma quantidade de tão poucos que tão poucos são que nunca parecem muito..
No entanto, vezes há em que querendo poucos e poucos, se perde muito ou se fica com nada. Para essas horas há a solidão, que real ou aparente, quando acompanhada por uma boa música sabe a saudade.
Mas pronto, sorte é incerteza, é desumano, inumano, de controlo intangível.
Quando tenho um pouco quero ter ainda mais um pouco. E quando há mais um pouco pode haver mais um pouco ainda e ainda mais uma quantidade de tão poucos que tão poucos são que nunca parecem muito..
No entanto, vezes há em que querendo poucos e poucos, se perde muito ou se fica com nada. Para essas horas há a solidão, que real ou aparente, quando acompanhada por uma boa música sabe a saudade.
Mas pronto, sorte é incerteza, é desumano, inumano, de controlo intangível.
sábado, 8 de novembro de 2008
Outono/Inverno
Parece que foi ontem a chegada da Primavera e todo o meu contentamento...
Pois agora estão a chegar os tempos tristes do Outono e do Inverno. Digo tristes não porque falte o cheiro das castanhas ou o cheiro da chuva, mas tristes porque há menos horas de exposição solar. Porque há mais nuvens no céu que não deixam chegar a luz...
E tudo isto acontece agora que começa um novo período de trabalho. Agora sim, deveria vir o calor e o Sol.
Mas não, deixam-se os chinelos e os decotes nos armaários e saem à rua as botas e os cachecõis. Saem os guarda-chuvas e os olhares tristes. As correrias moderadas para não esorregar na calçada desgastada e o olhar constantemente para o céu para ver quando vem a próxima descarga de água.
Há sítios, onde faz muito frio e vê-se a neve no cimo da serra. Onde o expirar parece uma baforada de um cigarro e o primeiro inspirar na rua parece um ataque à nossa integridade física. Há sítios onde o Outono cheira mesmo a àrvores e a lareiras, cheira ao sol das 11h da manhã que derrete as geadas e que dá um aroma que nenhuma especiaria indiana conseguirá algum dia atingir. Há sítios que trazem saudades no Outono/Inverno. Enfim..
Contudo, o Outono/Inverno também é lindo como todos os outros, é solamente um pouquito mais dificil, mas ninguém disse que isto era fácil. Ou, como se diz na língua inglesa, nobody said it was easy, como diz a canção:
Pois agora estão a chegar os tempos tristes do Outono e do Inverno. Digo tristes não porque falte o cheiro das castanhas ou o cheiro da chuva, mas tristes porque há menos horas de exposição solar. Porque há mais nuvens no céu que não deixam chegar a luz...
E tudo isto acontece agora que começa um novo período de trabalho. Agora sim, deveria vir o calor e o Sol.
Mas não, deixam-se os chinelos e os decotes nos armaários e saem à rua as botas e os cachecõis. Saem os guarda-chuvas e os olhares tristes. As correrias moderadas para não esorregar na calçada desgastada e o olhar constantemente para o céu para ver quando vem a próxima descarga de água.
Há sítios, onde faz muito frio e vê-se a neve no cimo da serra. Onde o expirar parece uma baforada de um cigarro e o primeiro inspirar na rua parece um ataque à nossa integridade física. Há sítios onde o Outono cheira mesmo a àrvores e a lareiras, cheira ao sol das 11h da manhã que derrete as geadas e que dá um aroma que nenhuma especiaria indiana conseguirá algum dia atingir. Há sítios que trazem saudades no Outono/Inverno. Enfim..
Contudo, o Outono/Inverno também é lindo como todos os outros, é solamente um pouquito mais dificil, mas ninguém disse que isto era fácil. Ou, como se diz na língua inglesa, nobody said it was easy, como diz a canção:
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