Pensa:Mentos, the freshmaker

O pessoal anda todo maradão. Uns não têm emprego. Outros andam nas escolas a fazer turismo, pensando que isto do desemprego de muitos dos seus pais é uma epidemia que passa com uma vacina.
A malta que vai para os lares porque já ultrapassaram a data de validade são esquecidos e maltratados.
A malta que tem saúde dedica-se a estragá-la com todo o tipo de maluqueiras.
A malta que não tem saúde anda de farmácia em hospital, queixando-se ou pedindo apoios.
Os putos já mandam nos pais porque os pais ficaram traumatizados com a educação que receberam.
Depois há uns malucos, que já não andam na escola mas que se dedicam exclusivamente a gastar o dinheiro dos pais ou a fazer porcaria para ganhar dinheiro.

Por fim, acredito que apareça uma vacina que cure isto tudo, e um dia o HOMEM seja um ser evoluído, como se diz.

quarta-feira, 19 de novembro de 2008

Sorte

Sem dúvida que gosto de abusar da sorte. Mas quem não gosta?
Quando tenho um pouco quero ter ainda mais um pouco. E quando há mais um pouco pode haver mais um pouco ainda e ainda mais uma quantidade de tão poucos que tão poucos são que nunca parecem muito..

No entanto, vezes há em que querendo poucos e poucos, se perde muito ou se fica com nada. Para essas horas há a solidão, que real ou aparente, quando acompanhada por uma boa música sabe a saudade.

Mas pronto, sorte é incerteza, é desumano, inumano, de controlo intangível.

sábado, 8 de novembro de 2008

Outono/Inverno

Parece que foi ontem a chegada da Primavera e todo o meu contentamento...
Pois agora estão a chegar os tempos tristes do Outono e do Inverno. Digo tristes não porque falte o cheiro das castanhas ou o cheiro da chuva, mas tristes porque há menos horas de exposição solar. Porque há mais nuvens no céu que não deixam chegar a luz...
E tudo isto acontece agora que começa um novo período de trabalho. Agora sim, deveria vir o calor e o Sol.

Mas não, deixam-se os chinelos e os decotes nos armaários e saem à rua as botas e os cachecõis. Saem os guarda-chuvas e os olhares tristes. As correrias moderadas para não esorregar na calçada desgastada e o olhar constantemente para o céu para ver quando vem a próxima descarga de água.

Há sítios, onde faz muito frio e vê-se a neve no cimo da serra. Onde o expirar parece uma baforada de um cigarro e o primeiro inspirar na rua parece um ataque à nossa integridade física. Há sítios onde o Outono cheira mesmo a àrvores e a lareiras, cheira ao sol das 11h da manhã que derrete as geadas e que dá um aroma que nenhuma especiaria indiana conseguirá algum dia atingir. Há sítios que trazem saudades no Outono/Inverno. Enfim..

Contudo, o Outono/Inverno também é lindo como todos os outros, é solamente um pouquito mais dificil, mas ninguém disse que isto era fácil. Ou, como se diz na língua inglesa, nobody said it was easy, como diz a canção:

quinta-feira, 6 de novembro de 2008

Life again..

que cena triste a vida..
triste porque ora despoleta como um raio de luz
ora se amufanha como um telhado que sucumbe à força que a neve nele exerce.

música..
a vida é música e a música é vida.
nestas voltas todas ainda acho que a música supera tudo e todos
dizem que ela, a música, é a expressão dos homens.

há músicas que se repetem em refrões, há músicas sem grandes versos, há milhões de tipos de músicas e há músicas como vidas...

há, ou houve, um homem que me fascina
ele cantava algo como:

"And now, the end is near;
And so I face the final curtain.
My friend, Ill say it clear,
Ill state my case, of which Im certain."

e na realidade, há momentos da vida que se parecem com estes versos
quando tudo parece realmente mau, mal feito e tudo definha na nossa cabeça
no entanto, a maneira como esta música acaba é algo espantoso (tal como a vida depois acaba por ser)


"For what is a man, what has he got?
If not himself, then he has naught.
To say the things he truly feels;
And not the words of one who kneels.
The record shows I took the blows -
And did it my way!"

para que serve um homem?
para que servem as tristezas e as alegrias quando chega um fim ou uma altura menos boa?
no fundo não somos nada e andamos a lutar por algo e no fim acabamos com nada;
ou seja, trazemos nada e levamos nada: o saldo é sempre positivo.

I will do it my way...sure i will

terça-feira, 23 de setembro de 2008

Amigos

Quando se precisa de um amigo por quem se chama?

Por esse amigo mesmo ou esperamos que ele apareça?A sorrir e a perguntar como estamos?Depois nessa altura eu direi Estou bem, obrigado.E tu?

E aí esse amigo me dirá se está mesmo bem ou se está mal. Se está bem vamos rir um pouco com as peripécias da vida passada, presente ou mesmo futura. Se está mal tentarei consolar a sua mágoa e fazê-lo feliz.

Entretanto já me esqueci de mim...

E quando precisar de um amigo, vou mesmo ter contigo, ou espero-te só? Espero uma altura que possas e que eu diga tudo o que sinto?

E entretanto? Continuo a esquecer-me de mim e a pôr-me sentado numa cadeira todos os dias?

E quando precisar de um amigo, choro? Ou rio?

E quando me sentir só sozinho?
E quando me sentir só triste?
E quando me sentir sem saber o que sinto, simplesmente apático por não sentir os membros que me constituem o corpo mental tantas vezes mal alimentado e maltratado e desorganizado e desfigurado e sem sentido como uma frase longa sem pontuação nem pausas ou sentimentos sentidos?

enfim,

simplesmente digo a mim mesmo:
"tira a mão do queixo não penses mais nisso...."

Fado

(ninguém começa um texto pela interjeição "Pah", mas eu não sou ninguém:)

Pah, tenho saudades do cheiro do fumo da lareira, do seu calor nos meus aniversários, nos meus natais, nas minhas passagens de ano, no dia dos reis, no carnaval, na quaresma, na páscoa e no finzinho da primavera.

Depois começa a aquecer e deixa-se a lareira. Começa a cheirar a flores, isto quando as manhãs já não são vividas pela geada. Depois cheira a Verão, num cheiro que nem hoje, 19 anos depois, sei descrever. É algo único: cheira a calor, as ervas secas, sei lá, cheira a vida, a amor..

Depois vem o outono e o inverno. Repetem-se as festas, as efemérides, as vidas, os costumes.

Sempre me falta, onde estou, algo ou alguém que está onde não estou. Não é tudo é só parte, mas às vezes custa a passar essa saudade. Custa a passar com o sono ou com o trabalho. Custa a passar com uma lágrima ou um beijo..

enfim,